sexta-feira, 20 de abril de 2012

AMEAÇAS À BIODIVERSIDADE

São enormes as ameaças à diversidade
A ocupação desordenada, a poluição do solo e dos rios, o tráfico de animais, a exploração comercial em larga escala e a introdução de espécies exóticas em espaços tradicionais podem ser algumas das causas apontadas para a redução de espécies no nosso planeta.
Julga-se que, quase um terço do número de espécies do planeta pode ter desaparecido nos últimos trinta anos. A taxa de extinção das espécies é mil vezes maior do que a média histórica.
São vários os fatores determinantes que causam grandes perdas para a biodiversidade. Estes podem-se dividir em fatores diretos e indiretos.
Dentro dos fatores diretos podemos incluir as alterações climáticas, que destroem habitats e organismos, alteram ciclos de reprodução e de vida, obrigam os organismos deslocar-se para tentar sobreviver.
Dentro dos fatores indiretos podemos considerar as alterações na forma de utilização dos solos, como pode ser exemplo a exploração extensiva na agricultura causando a degradação e destruição dos habitats. Estas mudanças são causadas principalmente, pelo crescimento demográfico e pelo aumento do consumo por habitante, dois fatores que estão a intensificar-se, e no futuro irão gerar ainda maiores pressões sobre a biodiversidade
Aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são destruidas por ano.. As estimativas dão a entender que, entre 5% e 10% das espécies que habitam nelas  poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos se nada se fizer para inverter esta situação.
A conservação da biodiversidade constitui o objetivo fundamental da Estratégia da União Europeia para o desenvolvimento sustentável e este objetivo faz parte do Sexto Programa Comunitário de Acão em matéria de Ambiente.
A Globalização também está a aumentar a pressão, diminuindo a capacidade dos governos para reconhecer o valor económico do capital natural e dos ecossistemas.
Outras pressões importantes que se estão a revelar são a sobre-exploração dos recursos biológicos; a poluição do ambiente natural e dos habitats.
Os gases de efeito de estufa e a destruição da camada de ozono assim como as chuvas ácidas, são as principais causas da poluição atmosférica, que causam efeitos duradouros e cumulativos no tempo, sobre a biodiversidade.
Existem zonas chamadas “Hotspots”, que estão em perigo de destruição. Estas zonas foram definidas por Norman Myers, e são consideradas de uma importância fundamental para o estudo, classificação e rastreio das espécies vivas e são objeto de um estudo minucioso e de trabalho de investigação. Pela enorme abundância de espécies endémicas constituem como que "um oásis",uma pequena zona de variabilidade genética. Estes locais encontram-se em perigo de iminente destruição.
Um exemplo curioso e que também pode causar danos à biodiversidade de uma determinada região é a introdução de espécies animais e vegetais podendo por em risco o ecossistema de toda uma área ou região.
È exemplo, o caso da importação do sapo cururu pelo governo Australiano com o fim de controlar as pestes de plantações da cana-de-açúcar. A introdução deste animal acabou por ser um grande problema pois, acabou com todos os répteis e anfíbios da região.
Temos pois de refletir com ponderação, como devemos ou podemos introduzir as formas sustentadas de coexistência, para respeitar os vários ritmos dos ecossistemas e promover o equilíbrio da natureza.




Bibliografia:


Millennium Ecosystem Assessment,2005. Ecossystems and Human Well-being: Biodiversity Synthesis.World Resourses Institute, Washington, DC., 2005.

Mayers, N,(1996) “The rich diversity of biodiversity issues”


http://www.not1.com.br/biodiversidade-conceito-importancia-ameacas-e-medidas-internacionais/
http://en.wikipedia.org/wiki/Biodiversity_hotspot


segunda-feira, 2 de abril de 2012

O VALOR DA BIODIVERSIDADE


TEMA 2

È fundamental ter a noção do valor da biodiversidade e da sua importância para o equilíbrio ecológico da terra e consequentemente para o bem-estar da humanidade.
Estudar os benefícios que se obtêm através dos ecossistemas e conseguir uma forma eficaz de medir a perda de biodiversidade e de como esta pode afetar o nosso bem-estar e qualidade de vida é uma das nossas prioridades.
A perda de biodiversidade não significa apenas perda de espécies, mas também a perda e degradação das funções do ecossistema.

 
O impacto humano pode prejudicar ou alterar a produtividade dos ecossistemas o que pode ter um grande impacto, na produção de alimentos, água e energia. Através da compreensão do ambiente e como ele funciona, é que podemos tomar as decisões necessárias para o proteger.

 
Para atingir este objetivo a comunidade científica a nível internacional tenta descrever a “saúde” ecológica da Terra e suas ligações com o bem-estar. Para o efeito começaram a tentar responder a questões como: 

 
Quais são os fatores mais críticos que causam danos no ecossistema?
Quais as opções que temos para melhor conservar, beneficiar e recuperar os ecossistemas?
Como é que os ecossistemas têm mudado ao longo dos últimos 50 anos?

 
O Concelho Nacional de Pesquisa dos Estados Unidos identificou três categorias de indicadores ecológicos para tentar medir as várias dimensões da biodiversidade:

 
·         O capital ecológico
·         A função ecológica
·         A extensão e a posição ou o “status” dos ecossistemas

 
Por outro lado as outras preocupações que nos podem levar a dar valor e a preservar da natureza e a sua biodiversidade são:

 
·         As de ordem ética, tendo em conta a responsabilidade que devemos ter em relação às gerações vindouras
·         As ambientais, como as que estão ligadas, com as espécies que tem capacidade de absorver o carbono, ou com a purificação da água ou, as que estão ligadas com a redução dos impactes ambientais, etc, ou seja, com todos os contributos que podem vir das várias espécies ou ecossistema para um bem-estar do homem e do ambiente que o rodeia.
·         As de carater emocional, que estão ligadas com a preocupação da preservação da natureza para uma utilização recreativa, inspiradora, e, ou de realização cultural.
·         Dentro do conceito do “valor económico da biodiversidade” temos de reconhecer que ainda há grandes divergências quanto ao “valor real” dado aos ecossistemas, mas não podemos negar, que estes são de um extremo valor para o homem e que sem o equilíbrio dos mesmos e da sua biodiversidade será impossível a sobrevivência humana.

 


Araújo, M. (1998) Avaliação da biodiversidade em conservação,Silva Lusitana 6 (1),19-40,EFN,Lisboa.

Millennium Ecosystem Assessment,2005. Ecossystems and Human Well-being: Biodiversity Synthesis.World Resourses Institute, Washington, DC., 2005.